sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Remo Rebate

O Remo Rebate


"A água salgada em meu rosto bate,
Homens ao meu lado sem direção,
Enquanto essas ondas meu remo rebate,
Continuamos todos cantando a canção.
Por todos os mares nós navegamos
Em busca de prata, ouro, emoção,
E quando em suas praias aportamos,
Corram. Ou não se salvarão!

Lanças quebradas, Escudos partidos!
E a mulher nua, jazem estendidos!
A mesa está farta de trigo e de pão,
Mas o que eu quero está no caldeirão!

Vinho feito de água e de mel,
Adoça a boca e protege do frio.
Quantas vezes preciso dizer!?
Cadê meu HI-DRO-MEL?

Soco na cara, garrafa quebrada,
Meu olho está roxo, seu dente saiu!
A moça bonita agora pelada,
Pegou no meu membro e ele subiu!

Lanças quebradas, Escudos partidos!
E a mulher nua, de perna estendida!
A mesa está farta de trigo e de pão,
Mas o que eu quero está em meu coração!

Linda mulher que para traz eu deixei
Quando meus pés na Drakkar coloquei,
Cabelos dourados e melhor companhia
Maneja a lança como jovem Valkyria.

Luto por honra, glória e dinheiro.
Matando homens que sabem brigar.
Sonho em rever o Bosque Pinheiro,
E para os braços de minha amada voltar.

A água salgada em meu rosto bate,
Homens ao meu lado sem direção,
Enquanto essas ondas meu remo rebate,
Continuamos todos cantando a canção."

Poema: Diego Bardo Rezende
Ilustração: William Gonçalves Rezende


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